Avaliação Diagnóstica | Parte 1
sobre alfabetização e letramento no ensino fundamental
👩🏫 Professora conteudista
Leila Silva
Olá, serei sua guia hoje durante essa aula!
Nascida em Diamantina, sou filha de Geraldo e Maria da Luz. Mamãe do Kaio e da Malu. Formada em pedagogia, especialização em coordenação pedagógica e planejamento, mestre em saúde sociedade e ambiente, pedagoga na UFVJM;
👨💻 Designer Educacional | Bruno Vieira
Bem-vindos professoras e professores! ✨
Vamos trabalhar nessa aula a Avaliação Diagnóstica, uma componente fundamental do nosso projeto de recomposição das aprendizagens para professores da rede pública de ensino. Nesta seção nosso foco é capacitar vocês, educadores, com ferramentas e metodologias para diagnosticar e analisar eficazmente os processos de ensino e aprendizagem, especialmente na área de alfabetização e letramento, incluindo leitura e escrita.
Vamos começar?
“Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino.”
🎯 Objetivo deste módulo
Diagnosticar e analisar os processos de ensino e aprendizagem na área de alfabetização e letramento/leitura e escrita.
Contexto
Abordaremos uma questão fundamental que enfrentamos como educadores: como podemos fortalecer nossas ações para promover a recomposição das aprendizagens e combater as desigualdades educacionais nos anos iniciais do ensino fundamental? Especificamente, focaremos nos desafios e soluções para estudantes do 3º, 4º e 5º anos nas escolas de educação básica que é o próposito de nosso projeto.
Como sabemos, a necessidade de recomposição das aprendizagens se tornou ainda mais premente devido aos efeitos prolongados do isolamento social, que desencadeou uma desconexão significativa no processo educacional.
O conceito de "recomposição" é central em nossa proposta e é entendido como o ato de restabelecer ou restaurar a conexão com os estudantes que foi prejudicada durante o período de isolamento social. Então vamos explorar ferramentas e estratégias necessárias para reconectar com esses alunos de maneira eficaz, garantindo que eles não apenas recuperem o tempo perdido, mas também progridam com confiança e competência em suas habilidades de alfabetização e letramento.
Vamos começar explorando métodos práticos e teorias educacionais que podem ser aplicados para identificar as lacunas de aprendizagem específicas dos estudantes e desenvolver planos de ação que respondam às suas necessidades individuais e coletivas. Com um foco especial na leitura e na escrita, vamos discutir como essas habilidades essenciais podem ser fortalecidas para superar os desafios impostos pelo recente contexto educacional. Este curso está desenhado para empoderá-lo com conhecimento e técnicas que transformarão os desafios em oportunidades de crescimento e aprendizado tanto para você quanto para seus alunos.
Histórico do papel da avaliação
Vamos começar entendendo o desenvolvimento histórico do papel da avaliação educacional, uma ferramenta essencial que evoluiu significativamente ao longo dos anos. Cada abordagem à avaliação reflete uma compreensão particular sobre o papel da educação na sociedade e influencia diretamente as práticas pedagógicas.
Vamos desdobrar essas abordagens em detalhes:
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Na avaliação tradicional, o foco está predominantemente nos resultados. Esta abordagem muitas vezes utiliza testes padronizados para medir o aprendizado dos alunos, concentrando-se em quantificar o desempenho sem uma análise profunda dos processos de ensino e aprendizagem. O principal objetivo é classificar e selecionar estudantes, muitas vezes promovendo uma competição entre eles.
Período: Esta abordagem tem suas raízes no início do século XX e foi dominante até meados do século.Contexto: Predominante durante um período em que a educação era vista principalmente como um meio de triagem e classificação dos estudantes, refletindo as necessidades de uma sociedade industrial.
Função: é exercida de forma classificatória com memorização e reprodução através de provas e exercícios. -
Emergindo como uma crítica à rigidez da avaliação tradicional, a abordagem da Escola Nova propõe uma avaliação mais centrada no aluno. Aqui, a avaliação é vista como um processo contínuo que deve entender e apoiar o desenvolvimento individual do estudante. O foco é mais formativo, buscando identificar as necessidades educacionais dos alunos para melhorar o ensino e facilitar o aprendizado.
Período: Ganhou força nas décadas de 1920 e 1930.Contexto: Surgiu como parte do movimento da Escola Nova, que enfatizava uma educação centrada no aluno e no desenvolvimento holístico, em oposição à rigidez do ensino tradicional.
Função: há a valorização dos aspectos afetivos. A autoavaliação está presente priorizando o desenvolvimento individual do aluno. -
Esta abordagem trata a educação como uma ciência que requer precisão e controle. A avaliação tecnicista usa ferramentas e métodos quantitativos para medir a eficácia do ensino e o rendimento dos alunos, com ênfase na mensuração objetiva e na eficiência do processo educacional.
Período: Tornou-se proeminente na década de 1950 e continuou influente até os anos 1970.Contexto: Alinhado com o desenvolvimento de teorias de gestão e eficiência organizacional, este período viu uma crescente aplicação de métodos científicos e técnicos na educação.
Função: é analisada através do comportamento desejado. Há o apego aos livros didáticos, a produtividade do aluno com exercícios programados.
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A avaliação libertária é influenciada por ideais democráticos e igualitários, enfatizando a participação ativa dos alunos no processo de avaliação. Essa abordagem promove uma educação mais autônoma, onde os estudantes são encorajados a refletir sobre seu próprio aprendizado e a participar da criação de critérios de avaliação.
Período: Desenvolveu-se principalmente nas décadas de 1960 e 1970.Contexto: Influenciado pelos movimentos sociais e culturais que pediam maior democracia e participação ativa em todos os aspectos da sociedade, incluindo a educação.
Função: não há uma avaliação dos conteúdos
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Inspirada nas ideias de Paulo Freire, a avaliação libertadora foca em empoderar os alunos por meio da educação. Esta abordagem utiliza a avaliação como uma ferramenta para promover a conscientização crítica dos estudantes e para transformar a sociedade. A avaliação é usada não apenas para medir o conhecimento, mas como um meio de promover a libertação social e educacional.
Período: Começou a ganhar destaque nos anos 1970.Contexto: Fortemente influenciada pelas ideias de Paulo Freire, esta abordagem é centrada na ideia de educação como prática de liberdade e na promoção da conscientização crítica.
Função: busca a emancipação do grupo.
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Esta abordagem combina elementos das teorias críticas e práticas pedagógicas que reconhecem a importância do contexto social, histórico e cultural na educação. A avaliação histórico-crítica enfatiza a análise crítica das estruturas sociais e educacionais e busca fomentar uma compreensão mais profunda dos processos de ensino e aprendizagem, visando a transformação social e educacional.
Período: Emergiu nos anos 1980 e ganhou força nos anos 1990.Contexto: Combina a crítica das abordagens anteriores com um foco renovado no papel da educação na transformação social, considerando a dinâmica do contexto histórico, social e cultural.
Função: existe a tomada de decisão para a transformação da sociedade. Função diagnóstica.
Ao entender essas diferentes abordagens, podemos refletir sobre como as práticas de avaliação influenciam não apenas o aprendizado e o desenvolvimento dos alunos, mas também a natureza da educação como um todo. Este conhecimento nos capacita a escolher e adaptar métodos de avaliação que melhor atendam às necessidades de nossos alunos e aos objetivos educacionais mais amplos.
Conceituando e refletindo sobre Avaliação Educativa
A avaliação é uma parte integrante do ensino e aprendizagem, refletindo diretamente na qualidade do trabalho escolar tanto de professores quanto de alunos. Segundo José Carlos Libâneo, a avaliação "é em última análise uma reflexão do nível qualitativo do trabalho escolar do professor e do aluno" (Libâneo, 1994). Isso destaca a complexidade da avaliação, que vai além do uso de testes e provas para atribuir notas, englobando uma variedade de métodos que medem o progresso educativo de maneira holística.
Libâneo, em sua obra mais recente, reforça que a avaliação deve ser uma "didática necessária e permanente do trabalho docente" (Libâneo, 2017). Ela deve acompanhar continuamente o processo de ensino e aprendizagem, servindo como um guia para medir os resultados alcançados em comparação com os objetivos propostos. Isso permite identificar tanto progressos quanto dificuldades, possibilitando a reorientação das estratégias pedagógicas conforme necessário para atender às demandas dos alunos.
Dermeval Saviani, discutindo as ideias de Luckesi, aponta que a avaliação é uma "apreciação qualitativa sobre dados relevantes do processo de ensino e aprendizagem" (Saviani, 2017). Este aspecto da avaliação ajuda o professor a tomar decisões informadas sobre seu trabalho, ajustando e melhorando as práticas educativas com base em uma análise cuidadosa dos dados coletados.
Segundo Libâneo (2017) ao analisar os resultados obtidos, por meio da avaliação, percebe-se se os objetivos propostos foram alcançados para que o trabalho docente seja reorientado, logo a avaliação é uma reflexão do processo educativo que abrange aluno e professor. Os dados coletados são mensurados em quantitativos e qualitativos.
Avaliação quantitativa
É o que pode ser mensurado por meio de nota e informações. Ela é classificatória.
Avaliação qualitativa
É o que não pode ser mensurável, observa-se o processo de ensino-aprendizagem de forma contínua e global.
O que a legislação fala sobre avaliação?
Agora vamos entender o que a legislação brasileira, especificamente a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9.394/96), estabelece sobre a avaliação escolar. O Artigo 24, inciso V, da LDB define critérios importantes para a avaliação do rendimento escolar, que são essenciais para garantir uma prática avaliativa justa e eficaz.
A legislação destaca a importância de uma avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, enfatizando que os aspectos qualitativos devem prevalecer sobre os quantitativos. Isso significa que o foco deve ser no desenvolvimento contínuo do estudante, mais do que em resultados isolados de provas pontuais. Além disso, os resultados alcançados ao longo do período letivo são considerados mais significativos do que aqueles de eventuais provas finais.
Outro aspecto legal importante é a obrigatoriedade de estudos de recuperação para alunos com baixo rendimento escolar, preferencialmente de forma paralela ao período letivo. Essa medida visa garantir que todos os estudantes tenham a oportunidade de melhorar seu desempenho e alcançar os objetivos educacionais estipulados.
A avaliação escolar deve seguir alguns princípios fundamentais para ser efetiva:
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A avaliação deve considerar o estudante como um todo, envolvendo todos os aspectos do seu desenvolvimento e todos os envolvidos no processo educativo.
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A avaliação deve estar claramente relacionada aos objetivos educacionais, assegurando que o processo avaliativo contribua para o alcance dessas metas.
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O processo de avaliação deve orientar a prática escolar, proporcionando direcionamento e feedback contínuo para alunos e professores. Importante ressaltar que a avaliação não deve ter um caráter excludente.
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A avaliação precisa ser bem planejada e integrada ao trabalho educativo, garantindo que seja uma parte consistente e eficaz do processo de ensino e aprendizagem.
Entender e aplicar os critérios e princípios de avaliação definidos pela LDB é fundamental para qualquer educador. Esta legislação não apenas orienta as práticas avaliativas, mas também assegura que essas práticas promovam um ambiente de aprendizagem inclusivo e eficaz, onde todos os alunos têm a oportunidade de crescer e se desenvolver plenamente.
“O ato de avaliar implica dois processos articulados e indissociáveis: diagnosticar e decidir.”
Voltando a falar de recomposição…
Agora que mergulhamos nos diversos aspectos da avaliação, adquirimos uma compreensão mais profunda para embasar o processo de recomposição. Vamos começar explorando sua definição e objeitvos. O conceito de recomposição de aprendizagem foi cunhado em resposta às interrupções causadas pelo distanciamento social durante a pandemia. Segundo Almeida (2022), a recomposição de aprendizagens consiste em um conjunto de estratégias destinadas a garantir que as aprendizagens comprometidas nesse período sejam recuperadas. O foco principal dessas estratégias é reduzir as desigualdades educacionais e promover o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e competências que sejam apropriados para cada etapa educacional.
Conforme explicado pela Nova Escola (2022), a recomposição das aprendizagens transcende a simples mitigação de perdas. Embora apresente semelhanças com conceitos tradicionalmente utilizados no ambiente escolar, como recuperação (retomada de conteúdos) e reforço (aprofundamento de conteúdos), a recomposição é consideravelmente mais abrangente. Ela envolve um processo contínuo de reparação e aceleração da aprendizagem, ajustando-se às necessidades emergentes dos alunos e do contexto educacional.
Abe (2022) complementa que a recomposição de aprendizagem também facilita o acesso dos alunos a habilidades que não foram adequadamente desenvolvidas devido ao distanciamento social. É fundamental considerar outras variáveis que podem ter complicado a consolidação dessas habilidades, incluindo fatores socioeconômicos e psicológicos que afetam o aprendizado.
A recomposição das aprendizagens, deverá ser estruturada nas seguintes etapas:
Etapa 1
Avaliação diagnóstica e formativa com objetivos de aprendizagens explicitados (módulo I)
Etapa 2
Formação continuada de professoras/es para o novo contexto educacional (encontros)
Etapa 3
Sequências Didáticas com Material didático estruturado e diferentes recursos (virtuais e analógicos), alinhados aos objetivos de recomposição das aprendizagens (módulo II)
Etapa 4
Orientação por meio dos articuladores municipais, articulada ao uso do material e recomposição das aprendizagens (apoio dos articuladores).
Priorização curricular, Avaliações diagnósticas e formativas e Intervenções pedagógicas
Elaborado pela autora com base na Nota Técnica do Movimento pela Base.
“Pais, sistema de ensino, profissionais de educação, professores e alunos, todos têm suas atenções centradas na promoção, ou não, do estudante de uma série de escolaridade para outra. O sistema de ensino está interessado nos percentuais de aprovação/reprovação do total dos educandos; os pais estão desejosos de que seus filhos avancem nas séries de escolaridade; os professores se utilizam ermanentemente dos procedimentos de avaliação como elementos motivadores dos estudantes, por meio da ameaça; os estudantes estão sempre na expectativa de virem a ser aprovados ou reprovados e, para isso, servem-se dos mais variados expedientes. O nosso exercício pedagógico escolar é atravessado mais por uma pedagogia do exame que por uma pedagogia do ensino aprendizagem”
Bom, ao aprofundarmos no processo de recomposição, percebe-se a necessidade de uma maior compreensão sobre avaliações. O processo avaliativo desempenha um papel fundamental no processo de recomposição das aprendizagens, particularmente através das avaliações diagnósticas e formativas. Vamos compreende os tipos de avaliação:
Tipos de avaliação
A avaliação na educação pode ser dividida em dois tipos principais: externa e interna, cada uma desempenhando papéis distintos no sistema educacional. Começaremos pela externa, esse tipo de avaliação é realizada fora da escola e é projetada para aferir o desempenho dos alunos em relação a habilidades e competências específicas que são esperadas ao longo de sua escolarização. A avaliação externa busca avaliar a eficácia do ensino, comparando os resultados obtidos com os objetivos educacionais esperados. Ela é essencial para a formulação de políticas públicas e para garantir a qualidade do ensino em larga escala.
⚖️ A lesgilação reforça a avaliação externa. Conforme estabelecido pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica em seu art. 11:
Art.11. O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica coordenado pela União, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, constituirá fonte de informações para a avaliação de qualidade da educação básica e para a orientação das políticas públicas desse nível de ensino.
Esse aspecto também é reforçado pela Lei Nº 13.005/2024, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE).
Por outro lado, a avaliação interna, gerida por educadores e administradores escolares, foca no progresso individual dos alunos dentro do ambiente escolar. Este tipo é caracterizado pela avaliação da aprendizagem, onde os professores identificam o que os alunos aprenderam com base no ensino em sala de aula e adaptam suas práticas pedagógicas conforme necessário. A avaliação interna é fundamental para ajustar as estratégias de ensino de maneira responsiva, permitindo intervenções pedagógicas personalizadas e eficazes que visam melhorar continuamente a qualidade educacional em nível de escola.
Ambos os tipos de avaliação são fundamentais para o sistema educacional, proporcionando ideias e informações valiosas que ajudam a orientar tanto o desenvolvimento de políticas quanto a prática pedagógica diária, assegurando que todos os alunos tenham a oportunidade de alcançar seu pleno potencial.
Como você pode notar, quando falamos de recomposição, estamos abordando principalmente o aprendizado das crianças, sendo nosso foco os estudantes de 3º ao 5º ano. Portanto, o foco da avaliação nesse contexto, é diagnosticar e formar com um olhar individualizado em cada uma delas. Para tanto, precisamos relembrar os tipos de avaliação para ficar claro o papel de cada uma:
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A avaliação diagnóstica é utilizada para identificar os conhecimentos prévios e as dificuldades dos alunos antes de iniciar um novo conteúdo ou módulo, permitindo ajustes personalizados no planejamento pedagógico. Luckesi (2011) salienta que a primeira condição do ato de avaliar é “acolher a realidade como ela é”.
📅 Quando é relizada: Realiza-se no início do curso, do ano letivo, do semestre/trimestre, da unidade, ou novo tema, conteúdo.🎯 Objetivo: Verifica o que já se aprendeu, pré-requisitos.
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Em termos simples, a avaliação formativa é um formato contínuo que auxilia os docentes no monitoramento do progresso dos alunos, possibilitando que quaisquer desafios de aprendizado sejam identificados. Perrenoud (1999) propõe “considerar como formativa toda prática de avaliação contínua que pretenda contribuir para melhorar as aprendizagens em curso, qualquer que seja o quadro e qualquer que seja a extensão concreta da diferenciação do ensino”
📅 Quando é relizada: Ocorre ao longo do ano letivo.
🎯 Objetivo: Identifica deficiências e dificuldades.
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É realizada ao final de um período de estudo, como um semestre ou curso completo, e serve para medir o nível de aprendizado e competência alcançados pelos alunos em relação aos objetivos educacionais estabelecidos. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) determina que a avaliação escolar é um processo que precisa ser contínuo e acumulativo, além disso, a qualidade da avaliação deve prevalecer sobre a quantidade.
📅 Quando é relizada: Classifica os alunos no fim de um semestre/trimestre, do curso, do ano letivo, segundo níveis de aproveitamento.🎯 Objetivo: Tem a função Classificadora (Classificação Final)
Como vocês vão precisar me um primeiro momento de realizar uma avaliação diagnóstica, para Conhecer o que aluno já sabe, já domina, mas também o que ele também precisa aprender, vamos apresentar alguns exemplos:
Entrevistas
Conceito: Método interativo que envolve diálogos diretos entre o professor e o aluno para explorar compreensões, percepções e atitudes do estudante.
Uso: Auxilia na obtenção de insights detalhados sobre o desenvolvimento emocional e acadêmico do aluno, permitindo abordagens pedagógicas mais personalizadas e direcionadas.
Testes
Conceito: São instrumentos estruturados que avaliam conhecimentos específicos ou habilidades em uma áre. Eles podem ser de múltipla escolha,, respostas curtas ou problemas para resolver.
Uso: Os testes são úteis para medir o domínio de conteúdos específicos e identificar áreas onde os alunos podem estar enfrentando desafios particulares. Eles fornecem dados quantitativos que podem ser analisados para entender melhor o desempenho do aluno.
Ditados
Conceito: Ditados são atividades onde os alunos escrevem palavras, frases ou textos ditados pelo professor. Esta técnica é frequentemente usada para avaliar habilidades de escrita e ortografia.
Uso: Além de verificar a capacidade de escrita e ortografia, os ditados podem ajudar a identificar dificuldades específicas de linguagem, como problemas com sons específicos, estrutura de frases ou uso de gramática, proporcionando informações valiosos para intervenções direcionadas.
Observação
Conceito: Técnica de avaliação que envolve o monitoramento contínuo dos alunos durante atividades de aprendizagem, para identificar comportamentos, interações e progresso em tempo real.
Uso: Essencial para ajustar métodos de ensino de forma dinâmica e responder às necessidades imediatas dos alunos, melhorando o ambiente de aprendizagem e a eficácia pedagógica.
Atividades Práticas
Conceito: Envolvem a aplicação de conhecimentos teóricos em cenários do mundo real ou simulações práticas. Estas podem incluir experimentos, projetos, jogos ou exercícios interativos.
Uso: Este tipo de avaliação é especialmente valioso em habilidades manuais ou experimentais. Elas permitem que o professor observe como os alunos aplicam o conhecimento teórico na prática e identifiquem áreas que necessitam de mais desenvolvimento ou compreensão.
Para concluir…
Para encerrar esse módulo, vamos entender que ao aplicar esse tipo de ferramenta, você tem alguns benefícios, conforme Libâneo as principais características da avaliação são:
Reflete a unidade objetivos-conteúdos-métodos;
Possibilita a revisão do plano de ensino;
Ajuda a desenvolver capacidades e habilidades;
Volta-se para a atividade dos alunos;
Deve ser objetiva;
Ajuda na percepção do professor;
Reflete valores e expectativas do professor em relação aos alunos.
Indicação de livro sobre o tema.
Agradecemos sua dedicação! ⭐
Nós agradecemos muito sua dedicação nessa seção sobre Avaliação. Esperamos que tenha sido valiosa para você professor, nossa missão é estimular a busca por estratégias cada vez melhores para desenvolver o processo de recomposição com seus estudantes. Deixamos esse vídeo como motivador para você, professora ou professor, que está nessa missão conosco.
Até nosso próximo encontro! 👋